To siamesa: Rede, mosquitos, ovnis...

  • O Rio Negro parece não ter tantos mosquitos quanto o Solimões, de modo que não foi esse o problema em momento algum. Num dos passeios pela floresta, ganhei de presente uma "mijada" (é assim que eles dizem) na nuca de um parente do barbeiro. Aquilo queimou como óleo fervente por uns 3 dias, mas foi só. Imagino que o pobre bichinho ficou preso na alça da cam e só se defendeu. Rendeu uma ida ao Hospital Vital Brazil, aqui em São Paulo, só pra saber do que se tratava aquela ardência.
    Dormi bem na rede (fui a única do grupo, por sinal). Minha mãe era de Belém do Pará, e cresci com rede em casa. Assim, o problema maior foi controlar o medão que eu estava sentindo daquela coisa que voava em silêncio.

    Quando for lá de novo, podemos passar o nome da pessoa a quem procurar para saber sobre essa noite na floresta. Muitos outros hóspedes (jovens europeus, mochileiros) ficam por lá durante uma semana e adoram. É realmente uma experiência imperdível!

    Obrigada pelo comentário!
    Beijoca e ótimo final de semana!
  • Re: To siamesa: Rede, mosquitos, ovnis...
    Olá amiga

    Uma experiência meio traumática que tive andando por uma trilha na floresta, foram algumas formigas enormes que atravessaram nosso caminho. O guia avisou , calmamente, em minha opinião: Cuidado, essas formigas são carnívoras. Estávamos andando em fila indiana e foi aquela freada brusca. Outra foi uma coitada senhora da Inglaterra que se viu com uma cobra grande no pescoço que um indio colocou. Não sei se vocês andaram por essas trilhas, mas esses nativos chegam perto da gente com filhotes de jacarés e cobras para mostrar e ganhar alguns trocados. Nesse momento a senhora tremia e parece que não tinha forças nem para gritar, mas a escolha foi dela. Coitada, acho que não entendeu direito o que o nativo queria. Mas a experiência de caminhar no meio da floresta é algo inesquecível.
    Abraços
    Maria
  • Re: To siamesa: Rede, mosquitos, ovnis...
    Ah, tivemos também nossa cota de momentos meio assustadores. A Celma pode te contar (eu mesma estava a ver estrelas e ovnis enquanto eles passavam por uns momentos de preocupação com um certo guia desaparecido à noite na floresta).

    Em relação aos filhotes que os nativos quase jogam no colo da gente, estávamos no barco, ainda próximos ao local onde acontece o encontro das águas, mas já em direção ao hotel, quandoalguém falou "a cobra!". Claro que fiquei assustada, e achei que a coitada estava nadando. Nada disso. Era o tal do barco com os nativos e dá-lhe cobra, preguiça, jacaré e macaco.

    Imediatamente parei de fotografar. Até comentei com a Celma que tinha ficado chateada de ver os bichinhos fora de seu habitat, sofrendo naquele sol absurdo, sabe Deus se minimamente alimentados.

    Na floresta mesmo só vimos formigas e uma aranha, na minha modestíssima opinião, a danada era "comadre" do nosso guia ;)

    Como você diz, a experiência de andar pela floresta, olhar o rio que se transforma numa estrada brilhante e iluminada à noite, isso é inesquecível. Uma enorme emoção.

    Beijoca e desculpa a demora para responder tua msg.

    Isabel